sábado, 18 de setembro de 2010

Escrever o nome dele embaixo do pé esquerdo e bata no chão por 3 vezes dizendo: Debaixo do meu pé esquerdo, te prendo(G), te amarro(G), e te mantenho (G) pelo poder das 13 almas benditas.
Que assim seja.
Que você venha me procurar, dizendo que me ama e quer ficar para sempre comigo. Enquanto você não vier, não irá comer, nem dormir e nem terá vontade de outra mulher ao seu lado a não ser eu. Assim seja e assim será. (Publicar no mesmo dia 4 vezes), e se sonhar, não revele o sonho a ninguém

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Amor Voltar

ORAÇAO EM 10 MIN APOS PUBLICAR A PESSOA VAI TE LIGAR, TROQUE AS INICIAIS ENTRE PARENTESES É IMPORTANTE TER FÉ.
SENHOR! QUERO QUE (F.G.S.) NESSE MOMENTO ESTEJA PENSANDO EM MIM, QUERENDO A TODO CUSTO ESTAR AO MEU LADO, QUERENDO ME VER, ME ABRAÇAR E ME BEIJAR, QUE SUA BOCA SINTA MUITA VONTADE DE ME BEIJAR E QUE EM SUA MENTE SO TENHA A MINHA PRESENÇA QUE (F.G.S.) ME PROCURE AINDA HOJE ME CHAMANDO PARA FICAR AO SEU LADO PARA SEMPRE.
Reza 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria ofereça as Almas.
Que o amor de (F.G.S.)., por mim seja maior que o número de pessoas que irão ler esta mensagem. São Cipriano, feiticeiro e cristão, justo e ímpio, conhecedor e dominante em suas artes religiosas, te invoco de todo o coração, corpo, alma e vida para a realização de meus objetivos. Peço a todas as forças superiores, a Santíssima Trindade, forças do mar, do ar, do fogo, da natureza e do Universo para que faças cair em meus braços (F.G.S.) fique preso a mim e na minha mão, amoroso, carinhoso, fiel, sincero, leal, trabalhador, cuidadoso e honesto. Que da minha mão você jamais escape (F.G.S.), Que debaixo deste Santo Poder tu (F.G..S.) não possas comer, nem beber, nem dormir, nem descansar, nem trabalhar, nem estar em parte alguma do mundo, sem que esteja em minha companhia. De fome nem tu nem eu nem EU ou parentes haveremos de morrer, com sede nem tu nem eu nem nossos parentes haveremos de ficar, dinheiro na tua mão e na minha mão nem parentes não há de faltar, inimigos nem tu nem eu nem nossos parentes haveremos de ter, pois não haverão de nos enxergar. Enquanto você (F.G.S.). não voltar para junto de mim o seu descanso será como vivem as almas do purgatório, queimando e vagando constantemente pelo mundo, como o vento no ar, as ondas no mar, a maré a subir e a descer, sempre em constante movimento, será esse o descanso que te dou enquanto a mim tu não vieres definitivamente, para sempre. Ó Cabra Milagrosa que no monte subiu, traga até a mim (F.G.S.)., que dentro de seu coração, seu pensamento, sua mente, não possas agüentar de solidão e se volte para mim como um cordeiro, manso e dócil, que será carregado debaixo de meu pé esquerdo com todo amor. Que (F.G.S.)., se volte a mim de todo o coração, corpo, alma e vida, fique comigo, seja fiel, amoroso, sincero, leal, honesto, trabalhador, saudável, e cuidadoso comigo, me faça feliz e sinta-se feliz comigo para sempre e que nosso amor seja fortalecido e intensificado espiritual e sexualmente cada dia mais para sempre. Que assim seja assim se realize, assim está feito. Amém. Agradeço. Publique em 3 altares diferentes com fé, pois essa oração é poderosíssima.
Acredito e vou ter (F.G.S.). junto a (S.R.S.) para sempre, Amém

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Encontro no Parque

Entardecia. Um sorriso mudo estampava-lhe as faces que brilhavam de calor e ternura. Ele a puxou através da mão fria de suor e, pela primeira vez, caminharam de mãos dadas aqueles dois. falavam de trivialidades para espantar o desconforto do que não é, mesmo sendo. Os últimos raios de sol pintavam de dourado as árvores e o gramado do parque, intercalados por sombras e ladeados pelos edifícios róseos da cidade grande. Uma estrela apressada piscou no céu de outubro, oferecendo-se para realizar desejos de mortais. Ele não notou. Ela não se fez rogar e mais que depressa desejou com toda a sua força um desejo de toda a vida.

Sem pressa, beijaram-se, saboreando cada instante que passavam em companhia um do outro. Um encontro querido. Apenas os dois, desejando se deixar ficar, embora cada um não se deixasse como ficar como certo. Preferiam as liberdades do dia a dia que, segundo suas experiências, só se tinha desacompanhado. Não, não eram um casal. Pensavam.

E eis que a razão desmedida surge ao seu tempo, mais que equivocada (não se pode domar a própria razão), e a moça se desvencilha dos braços do rapaz, erguendo em torno de si uma já tão conhecida sua armadura. Caminhou alguns passos na frente e fez uma piada. Sarcasmo. como que para mostrar a distancia que ela, ou a razão dela, impusera. Com a sabida falta de graça que cultivam os enamorados, Ele tentou sorrir e trazê-la para perto de si de volta da avalanche de sentimentos ruins nos quais ela submergira. comprou de uma velhota com seu carrinho uma bebida que aliviasse a secura da boca. A senhora sorriu: "Casal bonito... que sorte que têm. Deus abençôe!". Devolveu o troco de três reais em moedas miúdas.

Ela se sentou no banco de pedras mais próximo. De costas. Pensava nas palavras da vendedora. Ele também pensava. Então, apanhou todo aquele troco e foi colando as moedas, uma a uma, nas costas descobertas e úmidas de suor que o encaravam. Gozador e terno. Os gestos eram carícias, como uma tentativa de criar estrelas naquele céu. Se desvaneceu a armadura. Era apenas o começo. Isso eles sabiam.

O anoitecer chegou brilhante e repleto, como chegam as coisas boas da vida. O mundo cheirava a dama-da-noite por fora e por dentro. Também chegou a hora de ir embora e os convidou a partirem dali juntos e além. Seriam Eles? Uma moeda ficou esquecida no banco. Ela pegou "Pra dar sorte". Partiram.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A sua lembrança mais forte dele fica na não tão distante infância: o cheiro de álcool e perfume que ele exalava em algumas noites por semana e que ficava impregnado no quarto onde no dia seguinte ela lhe servia o café-com-leite bem escuro da manhã, que ele tomava rápida, vigorosamente e de olhos semi-abertos, para agradecer e voltar ao seu sono de bêbado da vida toda. Ela sempre o beijava nas bochechas e talvez ele sorrisse.

Era um homem hostil e ausente aquele pai. Alguém com quem não se podia trocar muitas palavras quando estava sóbrio, pois monossilábico, e que assustava com a sua fala violenta e desajeitada quando bebia. Assustava os amigos e ela se envergonhava disso. Ela o achava inatingível debaixo dos seus bigodes grisalhos e dos seus cabelos brancos repartidos sempre do mesmo lado com uma precisão geométrica. Dos olhos, ela quase não lembra, apesar de serem tão parecidos com os dela.

Não obstante, ela o amava e respeitava tanto. Gostava de engraxar e de polir os seus coturnos de trabalho e sempre guardava uma das suas preciosas balas para que ele levasse para o serviço. Queria segui-lo por toda parte quando estava de folga, até no bar, de onde ele a afugentava com doces que ela podia escolher se voltasse depressa para a casa. O pai era a criatura mais inteligente com a qual ela já convivera. Estudara história, desenhava e cozinhava com talentos e caprichos artísticos de um não-sei-o-que que ele escondia debaixo da farda cinzenta. A menina sonhava saber tanto quanto ele, assim talvez estivessem mais próximos, um dia. Ela nunca aprendeu a desenhar.

Uma vez ele a levou a um grande bingo da cidade, a céu aberto, num campo enorme de lembranças. Ela nem se lembra mais do por quê de ter sido a convidada, apenas que aceitou prontamente e de forma entusiasmada. Gostava de bingos. Caminharam até o recinto, tomaram sorvetes, refrigerantes, comeram batatas, sanduíches, coquinhos açucarados, conversaram e sorriram juntos. Fazia calor e o cheiro era de terra e grama pisada, um perfume que ela aspirava deliciada do alto de seus dez anos. Ali, não importava que ela fosse menina e muito malcriada para os padrões patriarcais, assim como foi ignorada a pequena altivez despontada que ele criticava sempre com tanta ferocidade. Ali não estava a mãe nem os irmãozinhos que ocupavam toda a atenção daquele ser admirado. Ela era uma boa e esperta companhia para o papai e sentia-se filha, tratada com todo o carinho e atenção que ela pedia com as suas ações revoltosas de garota-problema. Não houveram prêmios para eles, mas a prenda maior ela é que ganhara naquele fim-de-tarde. Então, o dia acabou e tudo voltou a ser frio e amedontrador como sempre fora. Mas ela guardou aquela tarde junto das suas lembranças abandonadas e com elas, todo o bom que experimentou naqueles momentos tão breves, assim como uma reserva de felicidadezinha que se pode usar quando tudo da vida se desfaz. Jamais teve coragem de mexer nessa reservazinha desde que adulta. Até hoje.
Então ela olhou para trás e só haviam escombros
Seguiu caminhando.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para curar a bronquite

De carro até um lugar que me parecera por demais distante. Me lembro da estrada, de uma porteira e de uma vegetação que se espalhava por toda parte algo como milho e papiro, mas não sei ao certo. Alguns dentes-de-leão que eu assoprei para realizar desejos, como me há pouco haviam ensinado. Fazia sol de céu azul sobre o verde-amarelado do mato e a terra vermelha abrasiva e, no fundo do terreno, uma pequena construção caiada de branco, que, creio, fosse uma capelazinha. Se era de fato, se ainda é, não posso afirmar com certeza. Isso fica num lugar demasiado distante nas minhas lembranças.

A velha desconhecida cantava e acho que rezava na placidez branca dos seus cabelos presos num coque e na luminosidade das suas roupas, que também eram brancas para mim. Minha mãe e minha avó simplesmente se haviam diluído em meio àquela aura de superstição diurna. Eram por demais terrenas para participarem do mundo etéreo das minhas imaginações infantis. Fui correr lá fora.

Entre curiosa e entediada, eu espiava a porta aberta da capela, aguardando, por entre as plantas, que me viessem chamar a partir. Devagar, fui tomada pelo fascínio das coisas imateriais e intangíveis que acompanhavam o cheiro de velas e ervas queimadas. Um barulho na folhagem, porém, me chegou como medo. Aquele medo que a gente tem do medo mesmo do que não conhece. Corri até a minha mãe e a minha avó com seus cheiros e formas familiares e implorei que voltássemos para a casa. "Shhhhh! Vai curar a sua bronquite!", veio a resposta em reprimenda à minha ansiedade de criança arteira.

Não haviam cadeiras. Me sentei mesmo no chão e tentei me esquecer do temor de ficar presa para sempre, que me havia impresso naquele lugar, cantarolando mentalmente o tema de abertura do meu seriado preferido. A realidade familiar espantava os meus demônios e a atmosfera asfixiante de ali.

Então, tudo acabou e voltamos para qualquer das minhas muitas casas da infância no fusca marrom chamado Pururuca. E a velha, mais o bucolismo distante daquele lugar encantado, tomaram parte em sonhos e pesadelos das minhas noites de chuva. E mesmo hoje, na concretude da metrópole que permeia a minha recente vida adulta, vagam ainda por mim nos espectros da bronquite que os meus temores e a minha falta de fé impediram que fosse embora, não obstante apareça cada vez mais enfraquecida pelas minhas resistências em me deixar aprisionar por o que quer que seja.